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Reforma Tributária na construção civil: por onde começar

Reforma Tributária na construção civil: a primeira tarefa que saiu do I Fórum de Gestão de Custos

Quando um desvio de custo aparece no relatório, o dinheiro já saiu da obra. Com a Reforma Tributária na construção civil em andamento, o caixa das incorporadoras ganhou uma segunda pergunta sem resposta fácil: quanto a transição vai tirar dele.

Essas duas perguntas guiaram os painéis do I Fórum de Gestão de Custos na Construção Civil, realizado pela TÁTICO, pela R NUNES e pela NEXUZ by PZR em 23 de setembro de 2026, no Iguatemi Empresarial, em Ribeirão Preto (SP). Os painéis partiram de temas diferentes e chegaram à mesma primeira tarefa: arrumar a casa antes de mudar rotinas e processos.

Painel 1: como enxergar o desvio de custo enquanto ele ainda é reversível

O painel Planejamento e Fluxo de Caixa com Metodologias Validadas reuniu Rodrigo Nunes (R NUNES), Nadini Saretto (TÁTICO) e Guilherme Artero (PREVISION) para discutir os indicadores que antecipam o desvio.

O relatório financeiro registra o que já aconteceu no canteiro. Quando a diferença entre orçado e realizado chega à diretoria, o serviço já foi medido e a margem já absorveu o impacto.

Antecipar o desvio exige projetar o caixa com dados confiáveis, e essa confiança começa no cadastro. Insumos com descrições diferentes em cada obra impedem comparar preços e avaliar consumo. Pedidos cancelados e contratos encerrados que seguem em aberto no sistema viram saídas que nunca vão acontecer. A partir de bases equivocadas de informação, qualquer indicador entra em descrédito entre a equipe e perde a justificativa de existir.

Painel 2: quanto a transição tributária influenciará no caixa da obra

O painel sobre Reforma Tributária reuniu Felipe Doneda (TÁTICO), Heitor Muniz (NEXUZ by PZR) e Glaucia Tavares (S. FIGUEIREDO Construtora) para discutir o que a transição muda no caixa das incorporadoras e o que fazer agora para preservar a previsibilidade dos empreendimentos.

Entre 2026 e 2033, PIS, Cofins, ICMS e ISS dão lugar à CBS e ao IBS, em um modelo em que o imposto pago nas compras vira crédito. Na incorporação, o ciclo longo pesa: um empreendimento lançado hoje vai comprar, contratar e vender com as regras novas em vigor.

O crédito depende de quem está do outro lado da nota: do regime tributário de cada fornecedor e da classificação fiscal do que é comprado. Sem essas informações organizadas, a empresa não estima o crédito e não consegue projetar quanto a transição vai pesar no caixa de cada obra.

A primeira tarefa depois do Fórum: arrumar a casa

Os dois painéis chegaram à mesma recomendação para a semana seguinte ao evento: antes de redesenhar processos, para a Reforma Tributária ou para uma Gestão de Custos mais eficiente, organizar a base de onde saem os números. São três frentes.

Padronizar a base de insumos

Diferentes cadastros de insumos com a mesma descrição e unidade em todas as obras, é o que impede comparar preços e acompanhar o orçamento item a item. Na Reforma Tributária, o cadastro também guarda a classificação fiscal que define tributo e crédito. Erro de cadastro vira erro de caixa.

Sanear solicitações, pedidos de compra, títulos e contratos desatualizados

Pendências antigas abertas no sistema aparecem na projeção como saídas futuras que não vão acontecer. Com a limpeza, o fluxo de caixa mostra só os compromissos reais e atualizados da obra, e a empresa sabe quais contratos vão atravessar a transição tributária.

Listar e classificar os principais clientes e fornecedores

É a base para controlar os créditos de impostos. Com o regime tributário de cada fornecedor e o tipo de operação feita com cada cliente mapeados, a empresa estima o crédito e antecipa o que precisa negociar ou ajustar.

O que levar do Fórum para a rotina da incorporadora

As três frentes começam com a equipe e os sistemas que a empresa já tem, e são elas que permitem responder às duas perguntas do Fórum: onde o custo está desviando enquanto ainda dá para corrigir, e quanto a transição vai tirar do caixa de cada empreendimento.

Quem arrumar a casa agora atravessa a transição com números em que pode confiar.

Se a sua empresa quer entender por onde começar, fale com a TÁTICO.