Quais são os tipos de acompanhamento de obra e como escolher o ideal para seu empreendimento
Composto por diferentes etapas, o acompanhamento de obra é um processo que precisa ser feito de maneira integrada, conectando orçamento, planejamento e execução de um empreendimento.
Para ser bem-sucedido, o monitoramento contínuo das construções precisa que as análises sejam sustentadas por dados, para que não seja apenas um mero ritual de atualização, mas sim, uma ferramenta essencial para a gestão da obra.
Neste artigo, vamos mostrar a real importância do acompanhamento de obras e como o modelo ideal dessa atividade pode variar conforme a maturidade de gestão da construtora ou incorporadora responsável.
- O que é o acompanhamento da obra?
- Os três tipos de acompanhamento da obra
- Qual é o tipo ideal de acompanhamento de obra?
- Por que o acompanhamento da obra é importante?
O que é o acompanhamento da obra?
Conjunto de atividades que compreende a evolução de uma construção, o acompanhamento da obra engloba etapas que vão do planejamento à entrega, garantindo que o projeto atenda às características, o cronograma, às peculiaridades e aos critérios de qualidade definidos no início das ações.
Para a TÁTICO, o acompanhamento de obras se divide em três níveis de controle. O primeiro deles é o da evolução da obra, que diz respeito ao que de fato está acontecendo no canteiro de obras.
Na segunda camada, é avaliada a aderência do orçamento aos desembolsos realizados e comprometidos, ou seja, é atualizada a tendência final do orçamento.
Já o terceiro nível, mais completo que os anteriores, é uma visão 360º, que entrega uma perspectiva físico-financeira completa, permitindo um olhar atento para a rentabilidade do projeto e gerando cenários atualizados de fluxo de caixa.
Em resumo, o acompanhamento da obra garante eficiência, controlando prazos, gerindo custos e mantendo o padrão de qualidade estabelecido desde o projeto inicial.
Os três tipos de acompanhamento de obra
Como ressaltado antes, o acompanhamento de obra só funciona quando é feito de maneira integrada, em um monitoramento contínuo que vai além do canteiro de obras.
Assim, entender os tipos de controle é fundamental para conectar todas as etapas e, por consequência, facilitar a tomada de decisão em momentos cruciais da construção.
A seguir, vamos nos aprofundar sobre os níveis de acompanhamento, benefícios e aplicações práticas.
Nível 1: Evolução Obra
O primeiro modelo de acompanhamento de obra é centrado no avanço físico e desempenho da execução da edificação. Em outras palavras, ele traz clareza sobre como a obra está evoluindo em relação ao plano inicial.
Aqui, algumas perguntas ajudam a definir as prioridades de controle. São elas:
- A obra está avançando dentro do previsto?
- Há percalços entre o planejamento e a execução da obra?
- Quais são as principais ações de curto prazo?
- Quem está cobrando o prazo e produtividade?
Esse tipo de acompanhamento é mais indicado a operações que estão na fase de estruturação das rotinas ou onde é preciso ter mais visibilidade sobre a construção.
O monitoramento da evolução da obra é mais visto em projetos nos quais o maior desafio é alinhar o ritmo operacional com o estabelecido no projeto.
Diante de eventuais atrasos, esse controle ajuda a enxergar o que foi planejado, o que já foi entregue, o que está paralisado e quais pontos precisam de atenção imediata.
Assim, esse controle traz detalhes mais analíticos para a tomada de decisão, reduz o retrabalho e promove maior agilidade para corrigir desvios da obra.
Nível 2: Atualização Tendência de Orçamento
Avançando para a próxima etapa, chegamos na parte do acompanhamento que mexe no bolso. A intenção desse modelo é conectar o avanço físico com o impacto financeiro, esteja a obra atrasada, adiantada ou em dia com o cronograma de entregas.
Esse controle de desembolso combina a visualização dos avanços da obra, com as despesas realizadas, gastos que ainda virão e a atualização do orçamento para o empreendimento.
Tal modelo é indicado para construtoras e incorporadoras que realizam a gestão de múltiplos empreendimentos, sendo construídos ao mesmo tempo e tem dificuldade para enxergar se:
- O custo final está mantendo a tendência esperada?
- O ritmo atual da obra está pressionando os desembolsos futuros?
- Haverá necessidade de reforço de caixa?
- O orçamento-base ainda representa a realidade da operação?
O relatório de acompanhamento ganha um novo grau de importância, já que vira uma ferramenta de antecipação de desvios do plano, orientando a Gestão de Custos.
O principal ganho notado na atualização da tendência de orçamento é a previsibilidade orçamentária, que prepara as empresas para despesas futuras, tomadas de decisão seguras e menor surpresa financeira ao final da obra.
Sem falar do ganho potencial na eficiência gerencial, pois ao invés de tomar ações reativas aos desdobramentos da obra, a gestão irá agir com base na prevenção de custos adicionais, corrigindo a rota a tempo.
Nível 3: Atualização Fluxo de Caixa
Dentre todos, é o modelo mais completo, que entra em ação quando a empresa quer integrar em um mesmo acompanhamento a evolução física, os desembolsos (realizados e a realizar), atualizações orçamentárias e receitas recebidas e a receber, gerando o fluxo de caixa.
Mais complexo, esse controle é focado no entendimento da saúde financeira da obra, com base no que está sendo construído, pago e recebido.
É amplamente utilizado por incorporadoras com forte necessidade de gestão de caixa, obras com maiores desafios contratuais e financeiros, operações em que a diretoria precisa ter dados para avaliar a liquidez e a necessidade de intervenção no projeto de maneira mais analítica e assertiva.
Também é muito utilizado em obras com modelo de negócio associativo, como as SPEs (Sociedade de Propósito Específico), onde a recorrente prestação de contas aos investidores, durante a execução da obra é de fundamental importância, garantindo níveis de governança primordiais.
Por conta dessas peculiaridades, o acompanhamento e o relatório se transformam em um recurso de auditoria e tomada de decisão, aumentando a capacidade de controle e a clareza sobre a relação entre o aspecto de execução e o financeiro.
Qual é o tipo ideal de acompanhamento?
Apresentados os tipos de acompanhamento de obra e suas aplicações, surge a pergunta sobre qual deles é o mais indicado para a construtora ou incorporadora.
Aqui na TÁTICO, defendemos que o acompanhamento está ligado ao nível de maturidade de gestão, ao porte de obra e outros detalhes que interferem nas decisões dos profissionais e diretores responsáveis.
O mais indicado é compreender qual decisão a empresa priorizar e tomar com mais qualidade, para ter segurança na definição.
Seguindo esse cenário, o acompanhamento de evolução de obra é recomendado para quem precisa fortalecer o controle físico da obra.
O segundo monitoramento, que inclui o desembolso, é ideal para empresas que querem garantir que a tendência orçamentária esteja sempre atualizada, acompanhando a volatilidade do mercado.
Por fim, o terceiro nível de controle faz mais sentido para as empresas que têm exigência por governança físico-financeira, direcionando as tomadas de decisão com maior precisão e segurança.
Por que o acompanhamento de obras é importante?
Na ansiedade de concretizar o projeto de edificação, muitas vezes o acompanhamento de obra é tratado como algo meramente burocrático, sendo executado de forma isolada e restrito a apenas algumas etapas da construção.
Na verdade, esse monitoramento é essencial para fazer deliberações e definir ações antes que os desvios de planos custem maior valor para a empresa.Em contrapartida, empresas que conectam orçamento, planejamento e execução conseguem operar com maior previsibilidade, menor ruído entre áreas, mais agilidade e melhor tomada de decisão.
É inegável que toda obra precisa de controle, porém é preciso escolher o modelo de acompanhamento adequado para ter uma ferramenta direcionadora para cada etapa da obra. Para isso, venha conversar conosco agora mesmo. Basta nos enviar uma mensagem para o WhatsApp que aparece na sua tela.




