Danilo Casagrande leva ao Sinduscon Itajaí a visão da TÁTICO sobre Gestão de Custos do projeto à obra
No dia 15 de abril, a TÁTICO participou do Café com Engenharias, promovido pelo Sinduscon Itajaí, com a palestra conduzida por Danilo Casagrande, Cofundador, Diretor Financeiro e de Marketing. Com o tema “Gestão de Custos: do Projeto à Obra”, a apresentação levou aos convidados uma discussão central para o setor: a necessidade de tratar custos, planejamento, monitoramento e dados como partes de um mesmo processo de gestão.
A participação da TÁTICO no evento reforçou uma visão que a empresa vem sustentando ao longo da sua trajetória: Gestão de Custos não é uma atividade pontual da obra, nem um trabalho restrito ao orçamento. É uma atuação que acompanha todo o ciclo do empreendimento, da viabilidade à entrega.
Uma visão que começa antes da obra
Um dos pontos centrais da palestra foi justamente esse: a Gestão de Custos começa antes do canteiro de obra.
Ela entra na fase de viabilidade, passa pela definição do produto, pela estruturação do orçamento e do planejamento, pela organização da operação e segue até o acompanhamento da execução. Isso amplia também o papel do profissional da área. Na visão apresentada pela TÁTICO, ele não atua apenas como orçamentista ou planejador, mas como alguém que participa do processo com olhar conectado ao resultado do empreendimento.
Essa leitura dá à Gestão de Custos uma característica que a diferencia de abordagens mais fragmentadas: ela sintetiza as informações do projeto e transforma esse conjunto em base para decisão.
O método MPA como estrutura da Gestão de Custos
Para explicar essa lógica, Danilo apresentou a metodologia MPA, framework desenvolvido pela TÁTICO para organizar a gestão em três etapas complementares: Meta, Plano e Ação.
Na etapa de Meta, o foco está na validação do negócio até o fechamento da tabela de vendas. É nesse momento que entram o Orçamento Paramétrico, o Orçamento Pré-Executivo e o Planejamento Inicial, com o objetivo de reduzir incertezas e dar mais segurança à viabilidade.
Na etapa de Plano, a prioridade é transformar essas definições em uma estrutura executável. Aqui entram as decisões sobre Orçamento Operacional, Planejamento Operacional, ERP, níveis de apropriação, equipes de gestão, processos e ferramentas. É nessa fase que a TÁTICO concentra um dos seus objetivos históricos: fazer com que orçamento e planejamento deixem de ser apenas um documento ou uma planilha extensa e passem a funcionar, de fato, como ferramenta de gestão da obra.
Na etapa de Ação, o foco está no acompanhamento contínuo das informações da obra. Isso inclui atualização de orçamento, atualização de cronograma, critérios de medição, monitoramento de indicadores e leitura integrada entre físico, financeiro e receitas. Em vez de tratar orçamento e planejamento como uma base estática, a lógica passa a ser a de atualização constante, para manter a empresa operando com a informação mais aderente possível à realidade.
Gestão de Custos como função estratégica
Ao longo da palestra, ficou clara uma percepção importante da TÁTICO sobre o mercado: a evolução das ferramentas e dos processos está mudando o papel da gestão. Se antes o trabalho era visto como apoio técnico, hoje ele exige leitura analítica, domínio de ferramentas e capacidade de direcionar decisões.
Essa mudança também revela uma necessidade que ainda é pouco debatida no setor: não basta falar da dificuldade de mão de obra na produção. Existe também uma demanda crescente por evolução da mão de obra de gestão. À medida que os sistemas, os ERPs, a automação e as rotinas de controle avançam, o profissional de Gestão de Custos assume um papel cada vez mais estratégico dentro da empresa.
Do orçamento à rotina da obra
Outro ponto importante da apresentação foi a conexão entre o que está no orçamento e o que realmente acontece no campo.
Na prática, essa passagem exige uma série de definições: como os materiais serão apropriados, qual o nível de detalhamento faz sentido para aquela empresa, quais ferramentas serão utilizadas, como os critérios de medição serão definidos e de que forma isso tudo será transformado em informação útil para o canteiro e para a gestão.
Essa etapa é especialmente sensível porque não existe um modelo único que sirva para todas as empresas. O nível de controle adequado depende do porte da empresa, do momento da operação, do tamanho da equipe e da maturidade da gestão. Por isso, a TÁTICO reforça que o trabalho não está em buscar um padrão ideal abstrato, mas em construir um nível de estrutura que faça sentido para a realidade de cada obra.
A importância dos critérios de medição
Entre os temas mais operacionais abordados na palestra, os critérios de medição ocuparam um espaço relevante.
A experiência da TÁTICO mostra que uma parte importante da perda de controle na execução vem da falta de integração entre medição física, medição financeira, contratos, qualidade e rotina de obra. Sem critérios claros, a empresa perde previsibilidade de pagamento, visibilidade sobre avanço real e consistência nos indicadores.
A proposta apresentada foi clara: os critérios de medição precisam ser definidos com base em premissas, mas refinados à medida que os serviços entram em execução. Isso permite que a obra crie padrões mais aderentes à sua realidade e que esses padrões, depois de validados, sirvam como base para outros empreendimentos.
Na prática, isso melhora o controle, torna as pendências mais visíveis e fortalece a leitura de evolução e de pagamento com muito mais clareza.
O desafio do mercado: integrar as três bases da obra
Um dos momentos mais ricos da palestra foi a discussão sobre a necessidade de integrar três bases de informação:
- evolução da obra
- desembolso
- receitas
A reflexão proposta ao público foi direta: essa função de gerenciar as três frentes de forma integrada já está difundida no mercado?
A resposta implícita foi que, em muitos casos, ainda não.
Enquanto a empresa é menor, essa leitura costuma ficar concentrada na diretoria ou na figura do dono. Mas, à medida que a operação cresce e o número de obras aumenta, essa função passa a exigir método, pessoas, processos e ferramentas dedicadas.
É nesse ponto que a TÁTICO reforça seu posicionamento: não faz apenas orçamento ou planejamento isoladamente. Faz Gestão de Custos, justamente porque entende que o resultado depende da conexão entre essas frentes.
A presença da TÁTICO no debate do setor
Ao levar esse conteúdo para o Sinduscon Itajaí, a TÁTICO amplia sua atuação para além da entrega de serviços e reforça sua contribuição técnica para o setor.
A palestra conduzida por Danilo levou ao evento uma visão prática, acumulada em anos de atuação, sobre como estruturar a Gestão de Custos de forma mais integrada, mais aderente à realidade da obra e mais útil para a tomada de decisão.
É também uma forma de fortalecer o debate sobre previsibilidade, controle e qualidade da informação dentro da construção civil, em um momento em que o mercado exige mais maturidade de gestão e mais capacidade de resposta.
A apresentação no Café com Engenharias reforçou uma linha de raciocínio que organiza bem a visão da TÁTICO sobre o tema: Gestão de Custos é uma construção em sequência, não uma ação isolada.
Na linha do tempo apresentada por Danilo, o processo passa por:
objetivo → planejamento → orçamento → monitoramento → banco de dados → viabilidade
Essa sequência ajuda a entender que resultado não nasce de um único ponto. Ele depende da capacidade de transformar objetivo em estrutura, estrutura em controle, controle em informação e informação em conhecimento aplicado.
No fim, a mensagem levada ao evento foi essa: a construção civil não precisa apenas de mais dados. Precisa de processos que transformem dados em decisões melhores, do projeto à obra.
Se a sua operação ainda trata orçamento, planejamento e execução de forma separada, existe um risco direto na previsibilidade e no resultado da obra.
A TÁTICO atua conectando essas etapas por meio da Gestão de Custos, com método, dados e aplicação prática no dia a dia da operação.
Fale com a gente e entenda como aplicar isso na sua empresa.




