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Melhores e Piores Compras na Construção Civil em 1º trimestre em 2026

Melhores e piores compras na Construção Civil: o que os dados da TÁTICO revelam no 1º trimestre?

Diante de um cenário econômico e político mundial pouco previsível, a construção civil também é afetada pela oscilação dos preços de matérias-primas essenciais para a execução de obras.

Com esse olhar, a TÁTICO elaborou um relatório analítico sobre compras de insumos no setor, apontando as melhores e piores compras no 1º trimestre de 2026.

Este post irá apresentar as principais percepções extraídas do relatório, revelando quais grupos de materiais tiveram maior alteração de preços entre as obras realizadas pelos clientes da TÁTICO no início do ano.

A metodologia utilizada no estudo

A análise feita pela TÁTICO considera as melhores e piores decisões de compras, avaliando as oportunidades de ganho e perda para as construtoras a partir da dispersão de preços dos insumos do setor.

A partir das informações obtidas junto aos clientes da empresa nos primeiros três meses do ano, a TÁTICO utilizou seu banco de dados para realizar o estudo, com os seguintes critérios:

apenas compras realizadas em Santa Catarina e feitas por clientes TÁTICO;
período de análise entre janeiro e março de 2026;
apenas custos apropriados.

Em outras palavras, o relatório é uma leitura baseada em dados reais de compras de obras unicamente acompanhadas pela empresa.

Visão preditiva e analítica

O disparo do preço dos barris de petróleo, em decorrência de conflitos globais e embargos econômicos, é um dos principais motivos para a alta dos insumos na construção civil, uma vez que o produto é matéria-prima de insumos como tintas, plásticos e impermeabilizantes, amplamente utilizados nas obras.

Trazendo para uma análise de dados própria, o relatório produzido pela TÁTICO considera o consumo real de materiais nas obras já realizadas, além de adotar um olhar preditivo para grupos de insumos mais propensos à oscilação de custos, trazendo credibilidade para a Gestão de custos oferecida aos clientes.

Para facilitar o estudo, a TÁTICO dividiu os materiais em categorias — como elementos hidráulicos, de pintura, de argamassa, concreto, vedação e grupos similares —, que ajudam a mapear as decisões, trazendo previsibilidade e controle financeiro para construtoras e incorporadoras.

Piores e melhores compras: um guia para a tomada de decisão

Agora que você já conhece a metodologia utilizada para o relatório, confira os insights extraídos pela TÁTICO para orientar compras no setor da construção civil.

Tubos e conexões hidrossanitárias

No estudo, materiais como tubos e conexões apresentam variação relevante de 51%, com tendência de permanência entre os grupos mais pressionados, pois carregam dois vetores de repasse: logística e insumos industriais/petroquímicos.

No caso dos tubos de PVC, a correlação é direta: o PVC é produzido a partir de etileno e cloro, e o etileno está ligado à cadeia petroquímica. Ao mesmo tempo, a indústria química latino-americana já vinha sinalizando, em março, um choque de custos em resinas e polímeros.

Fios e cabos elétricos

Mesmo quando o principal custo do cabo está no metal, o setor ainda carrega forte componente de transformação industrial, isolamento polimérico, energia e transporte.

Considerando que o país depende da malha rodoviária para a distribuição dos insumos e diante do aumento do preço do diesel, o cenário é de continuidade do repasse, com variações constantes a depender do fornecedor e da localidade.

Pinturas

Um dos grupos mais afetados pela oscilação de valores é o de itens relativos à pintura, com variação de até 270% entre um material e outro.

Isso ocorre porque a diferença entre especificações de acabamentos é significativa, além da indústria de tintas depender de resinas, solventes e outras matérias-primas que têm o petróleo em sua composição.

O estudo aponta que esse grupo deve seguir entre os mais voláteis em 2026, já que o choque do petróleo tende a ampliar ainda mais o prêmio por negociação, padronização de especificações e escolha criteriosa de marca ou faixa técnica.

Louças e acessórios

Disparado o grupo com maior dispersão no estudo foi o hidro (louças e acessórios), com taxa de variação chegando a 339%, pelos mesmos motivos dos itens relativo a pinturas. Se o vínculo com o petróleo é menor que os demais conjuntos, o que impacta as altas são o frete, as embalagens (que utilizam componentes plásticos) e o gasto energético para a fabricação.

Nesse grupo, a depender da marca, padrão e linha do produto, há maior volatilidade do preço. Logo, em um ambiente de custos mais pressionados, onde o repasse de custos é mais variável, a tendência é de ter mais disparidade entre a compra criteriosa, que considera o todo, da aquisição reativa, centrada no preço dos materiais.

Agregados e argamassas

Enquanto materiais minerais como areia, brita e cascalho tiveram uma variação média de 118% no preço, para as argamassas, a mudança de valor ficou em torno de 43%.

Novamente, para ambos os insumos, o aumento se deve ao frete, já que os produtos demandam amplo consumo de combustível para serem entregues.

Num cenário comparativo, a análise é valiosa porque evidencia as diferenças de fornecedores regionais e os contratos elaborados, o que passa despercebido quando a empresa olha apenas o preço unitário, sem comparar a base de mercado real.

Concreto e Cimento

Indo para o setor cimenteiro, concretos mostraram 44% de variação, enquanto aglomerantes, 57%. Mesmo com a correlação clara com o petróleo, a oscilação também é causada pela logística e processo de fabricação.

Assim, a leitura feita pelo relatório é que o grupo não é o que possui maior ligação imediata com a crise petroleira, mas pode passar por reajustes graduais em regiões com menor eficiência no transporte e operação.

Armaduras e vedação

Chegamos à série com menor taxa de alteração: enquanto as armaduras registraram apenas 14% de mudança de preços, os elementos de vedação cerâmica oscilaram 7%.

A razão para isso é a menor relação com o petróleo e mesmo considerando os demais fatores, o mercado reagiu de maneira mais estável.

Num contexto geral, o estudo da TÁTICO mostrou que setores como pinturas, tubos e conexões hidrossanitárias apresentaram maior instabilidade de preços, enquanto armaduras e elementos de vedação cerâmica mostraram mais estabilidade frente aos choques de valores.

O recado que fica para as empresas do setor da construção civil é que mesmo acompanhando índices e variações globais do mercado, o mais indicado é traçar um comparativo local e real na hora das compras, o que garante maior previsibilidade orçamentária.

Estes modelos de comparação poderão ser conferidos na nova solução que está sendo desenvolvida pela TÁTICO. Assine a newsletter para acompanhar as futuras atualizações.

Como baixar o material?

O relatório analítico sobre compras de insumos no setor, apontando as melhores e piores compras no 1º trimestre de 2026 é gratuito. Clique aqui para baixar e ter acesso.