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Como o estudo de protensão muda a lógica de custo na construção civil

Como o estudo de protensão muda a lógica de custo na construção civil
Da estrutura ao resultado: o que um estudo de protensão pode revelar sobre sua obra

No início da concepção de um empreendimento, questões estruturais sempre são postas em discussão. O problema é que muitas decisões são feitas com o olhar focado apenas nos custos diretos imediatos, sem considerar análises mais complexas, como um estudo comparativo entre lajes convencionais e protendidas

Mais que uma escolha estrutural, a protensão oferece um impacto mais amplo para a gestão da obra, considerando aspectos como prazos, produtividade e a viabilidade econômica, como iremos detalhar nesse artigo. 

  • O que é um estudo de protensão? 
  • Custos diretos e custos indiretos 
  • Impactos no orçamento 
  • Um exemplo prático do estudo de protensão 
O que é um estudo de protensão?

Primeiramente, é importante contextualizar o que é protensão. Encontrada principalmente em edificações de grande porte como pontes, viadutos e estacionamentos, a protensão é uma técnica de engenharia que melhora o desempenho estrutural e aumenta a resistência à alta capacidade de carga. 

Basicamente, a técnica consiste em introduzir tensões prévias de compressão em blocos de concreto, utilizando para isso cabos de aço de alta resistência. 

Por sua vez, o estudo de protensão avalia a necessidade da prática no planejamento da obra, calculando os custos necessários e benefícios posteriores que a técnica irá trazer para o empreendimento. 

Custos diretos e custos indiretos 

À primeira vista, é tentador tomar decisões baseado apenas nos custos diretos da obra, mas a longo prazo, isso pode desencadear diversas consequências nos cronogramas, balanço financeiro e até mesmo no apelo comercial e arquitetônico do produto. 

O estudo de protensão aumenta o nível da análise de custo unitário da estrutura de uma construção para o custo global da obra, que envolve os seguintes componentes:

Custos diretos: concreto, aço, cordoalha, escoramento, mão de obra;

Custos indiretos: impacto no produto arquitetônico, duração da obra, custos financeiros, eficiência executiva, previsibilidade da operação. 

Ou seja, o estudo de protensão reforça a perspectiva da visão integrada, no qual todos os detalhes importantes da obra são considerados. 

Impactos no orçamento 

Olhando para o orçamento, a avaliação direta do custo da protensão deve considerar três dimensões principais: os valores quantitativos, a mão de obra e os equipamentos e a logística utilizada para aplicação da protensão. 

O Diretor Executivo da TÁTICO, Felipe Doneda, apresentou na disciplina de Análise de Custos e Viabilidade Econômica, da Pós-Graduação em Protensão em Estruturas de Concreto, da Faculdade IDD, um estudo que refletiu sobre o impacto global da técnica em uma obra. 

Neste material, o engenheiro apontou que geralmente, a estrutura representa entre 15% e 25% do custo total da obra

Contudo, a economia nessa não significa apenas reduzir o uso de concreto ou aço. Ela pode impactar fundações, o ciclo executivo, os custos financeiros, as interferências na obra e até mesmo a qualidade do produto final. 

A análise feita por Felipe destaca também que a aplicação do estudo de protensão possibilita: 

  • redução de peso próprio, com potencial diminuição de cargas nas fundações;
  • maiores vãos e menos pilares, favorecendo arquitetura e aproveitamento do empreendimento;
  • mais repetitividade e racionalização do ciclo estrutural
  • possibilidade de redução de 15% a 30% no prazo do ciclo estrutural, quando a solução está integrada ao planejamento executivo. 
Um exemplo prático do estudo de protensão

Uma forma clara e objetiva de entender os impactos financeiros são com estudos de caso, como o exemplificado a seguir: 

  • Empreendimento com 8.000 m² e até 20 pavimentos 
  • Sistema com concreto tradicional: R$ 5.784.941,23
  • Sistema com lajes protendidas: R$ 5.815.119,93

Resultado direto: R$ 30.178,70, ou seja, uma diferença direta de pouco mais de R$ 30.000, equivalente a 0,52%.

Apesar da diferença financeira ser pequena, quando avaliamos os ciclos de prazo de execução, temos um potencial de redução de 30 dias corridos para cada 4 pavimentos.

Considerando que o estudo de protensão oferece uma visão global, isso se transforma em ganhos no prazo, desempenho executivo e no valor agregado do produto. 

Num momento que o setor da construção civil passa por reestruturações e procura se adequar a uma demanda maior por previsibilidade, tendo que lidar com capital mais caro e margens apertadas, a adoção do estudo de protensão é uma das práticas que torna a gestão de obra mais eficaz.

Para entender mais sobre estudos e comparações como esta e garantir uma tomada de decisão baseada em estratégia, visão do todo e viabilidade, fale com a equipe da TÁTICO